Carta ao Destino

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Querido destino,

Espero que seja gentil comigo. Não posso controlar pelo que me fará passar, mas darei o melhor de mim para superar qualquer coisa. Passamos por algumas épocas difíceis juntos, não passamos? Mas somos fortes. E nossa essência é brilhante. E felizmente, tirei o melhor proveito que pude do que você, destino, fez-me passar.
Sim, te odiei por muitas vezes porque achei que estivesse contra mim. Em cada vento que soprou contra mim. Em cada onda que se chocou contra mim. Em cada tropeço que fez-me cair.
Mas estou dando meu melhor, sabe? Para aceitar o que quer que ache que mereço viver. Para crescer. Para não desistir. Para tirar o melhor proveito da pior das situações.
Por favor, ajude-me. Deixe-me saber se estou fazendo algo de errado. Porque se estiver, tentarei muito, com todas as forças que tiver, parar. Por favor, eu lhe imploro: não me puna. Preciso de sua ajuda. E como disse, não o comando, mas pedir não ofende.
Com amor,
Eu solitária

PS: O texto ficou meio esquisito em Português porque fiz tradução direta.

Texto original: Dear Destiny, 

I hope you’ll be gentle to me. I cannot control what you will put me through, but I will try my best to overcome anything. We’ve been through some hard times together, haven’t we? But we are strong. And our essence is bright. And happily, I made the best out of what you, destiny, put me through. 

Yes, I’ve hated you many times because I thought you were against me. In every wind that came against me. In every wave that shocked me. In every slip that made me fall. 
But I am trying my best, you know? To accept whatever you think I deserve to live. To grow. Not to give up. To make the best out of the worst. 
Please, help me. Let me know if I am doing something wrong. Because if I am, I’ll try hard, with all the strenght I have, to stop. Please, I’m begging you: don’t punish me. Help me. I need your help. And as I said, I don’t command you, but asking does not offend. 
Love, 
Lonely Me

 

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Poliamor é o amor em sua forma mais livre ❥

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Poliamor é uma espécie de relação amorosa, em que os participantes são livres para se relacionar com quantos outros quiser. O termo “poliamor” difere-se da promiscuidade porque, em vez de os adeptos a esse estilo de vida procurarem obssessivamente por novos parceiros, eles apenas vivem normalmente com o fato de serem livres e ao mesmo tempo compromissados em mente. O termo difere-se de muitos outros termos não monogâmicos porque além de aceitar a afetividade a mais de uma pessoa, não trata-se apenas de casais se relacionando-se sexualmente com outras pessoas, mas também amando-as ou o que resolverem fazer. O poliamor é baseado na honestidade, estando todos os seus envolvidos cientes da liberdade de seus parceiros. É fato evidente, para os praticantes, que as pessoas tem sentimentos diversos pelas pessoas que rodeiam, o que não necessariamente afeta o que sentem pelas suas relações anteriores.

Poliamor está diretamente ligado a poligamia? Não necessariamente. A poligamia consite em um homem casado com duas mulheres, ou uma mulher casada com dois homens. Esse é o padrão imutável da poligamia. Pessoas adeptas ao poliamor então, podem sim ser poliogâmicos, mas não necessariamente. A poligamia também é ligada a religiosidade, por isso é legalizada no Islam e proibida no Brasil. Isso torna mais difícil a ligação entre poliamor e poligamia.

As críticas a respeito do poliamor são tanto as tradicionais – religião, ofensa à composição tradicional da família etc – quanto às “exclusivas” ao poliamor:
“Mas e o ciúmes?”
“Isso aí é um monte de gente controladora se aproveitando da insegurança dos outros!”
“Quanta sem-vergonhisse.”

Será mesmo? A respeito das classificadas críticas tradicionais, não argumentarei contra porque estamos carecas de saber que a composição da família tradicional e a religião podem ser questionadas e em muitos casos invalidadas, como no caso da homossexualidade. Porém, será mesmo que o poliamor é baseado na manipulação dos envolvidos? Nunca temos como saber disso, então não devemos julgar. Cada um sabe do seu caso de poliamor. Não cabe a nós opinarmos com menos conhecimento a respeito da história deles. No entanto, acho perfeitamente possível a pureza permanecer em casos de relacionamento como esse. Veja só, ele preza a liberdade, o acordo, a honestidade, transparência. Se todos os envolvidos estão confortáveis com isso, então por quê não? Além disso, não deixo de pensar que esse estilo de vida é ótimo porque ele absorve todas as partes boas de se relacionar. A liberdade de se sentir atraído por outro sem se culpar, mas também o amor carinho de um namoro. Há casais que conseguem manter um relacionamento assim, e há casais que não. Isso é muito natural. É claro que, como esse assunto só está tomando lugar na mídia agora, ainda há de ter muita polêmica negativa em cima disso.

“Mas e o ciúmes”? Há casos de praticantes que expõe que sentem ciúmes sim, mas mesmo assim vêem mais vantagem em seguir o poliamor. Cabe a cada casal decidir qual o melhor estilo de vida. Além disso, há meios de driblar o cíumes em casos como estes, por exemplo:
“Os ciúmes fazem parte de uma ideia romantizada de amor. Mas podem também fazer parte de nós e das pessoas que amamos. É possível amar sem ciúme. Mas para isso é necessário perceber qual é a sua causa.
A origem dos ciúmes varia de pessoa para pessoa, e em cada relação. Não há receitas mágicas.
Mas a experiência diz-nos que:
– Permitir que mais pessoas nos amem reforça a nossa auto-estima.
– Uma relação pode ser uma escolha diária, consciente e informada. Não o único recurso. Se as pessoas que amamos tiverem a liberdade de amar outras, ganha-se a autoconfiança e a segurança de saber que continuarão a estar connosco porque nos amam, e não porque nada mais lhes resta. Por outro lado, se um dia nos deixarem, será simplesmente porque já não nos amam, e não porque tiveram de optar.
– Uma parte substancial do medo da perda é efetivamente o medo do desconhecido. Se as pessoas que amamos não esconderem que amam outras, sabemos que não estamos a ser enganados.
– Se as pessoas que amamos estiverem em estado de enamoramento por outras e partilharem connosco a alegria desse estado, sentimo-nos especiais. Podemos ser únicos sem sermos os únicos.
É possível amar mais do que uma pessoa ao mesmo tempo. Muitas relações começam sem que as anteriores acabem. E nessa fase de transição, não se amam duas pessoas ao mesmo tempo? Porquê escolher? Se as pessoas envolvidas se amam, qual é a razão objetiva para terminar uma relação?”.
– poliamor.pt

Além dos muitos casos de relacionamentos que fogem do convencional por conta da liberdade maior, há um que recebe atenção pessoal. É o caso do programa de tv “4 esposas, um marido”, do Discovery Home & Health. É a história fascinante Kody, um homem que tem três esposas, três filhos e uma namorada, com quem pretende se casar também. A família mantêm-se forte, apesar dos julgamentos, incertezas e desafios econômicos.

O poliamor tem até um documentário exclusivo só para ele, lotado de casos e depoimentos fascinantes! É o “Poliamor” (Brasil, 2010), de José Agripino:

Fontes: poliamor.pt
www.significados.com.br
www.religiaodedeus.net
youtube.com/zeagripino
catracalivre.com.br
discoverybrasil.uol.com.br

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Valor da Dor (quase um poema)

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Que tem remédio pra tristeza, a gente sabe que tem. 
Se tivesse remédio pra viver, a gente sabe que ia querer ter. 
Doer é viver. Morrer é doer.
Dor na cabeça, ou no coração?
Tanta junta que a gente não distingue, não. 
Mecanismo científico ou melancolia e poesia?
Será que o Sol sente saudade do dia?
Falta a substância da felicidade no cérebro, ou na vida?
Dói até a poesia lida.
Quando a leitura, é o coração quem constrói.
Dói cair no chão, dói a despedida. 
Tudo que cura dói. 
Por que é que dor de cotovelo não é no cotovelo?
Quando empurras meu coração para longe do teu,
Sinto que puxas para longe de mim meu cabelo.
Dor, dor dor. Tem um certo valor.

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Produtos testados em animais: comprar ou não comprar?

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Um dia desses, fuçando no Youtube, encontrei esse vídeo:

Vale muito a pena assistir, e é relevante para esse texto principalmente do 0:33 ao 8:37. Uma breve descrição do vídeo:

 Ele fala sobre os produtos testados em animais e porquê não comprar. Primeiramente, já que alguns países proíbem os testes em animais, conclui-se que não, eles não são necessários. A escolha de praticar tamanha crueldade provém da barateza em termos econômicos de realizá-la. Além disso, o corpo dos animais é muito diferente do de um humano, então testar nos mesmos acaba sendo perigoso até para nós. O vídeo aponta que, para ajudarmos no fim do teste de cosmético em animais, podemos parar de comprar os produtos que o fazem, dando preferência aos que não o fazem, alertar quem está a nossa volta e tentar se comunicar com a empresa praticante. Na descrição, há três listas, a das empresas brasileiras que não testam em animais (clique aqui), das internacionais que não testam (clique aqui) e das que testam (clique aqui). A Andressa Damiani, autora do apelo, faz também um apelo no fato de você não ser só mais um, mas que esse um é tudo o que você é. Se cada um pensasse assim, a mudança seria enorme. Só porque você não presencia a crueldade, não significa que você não esteja contribuindo para ela.

A lista que a Andressa disponibilizou é sim muito útil, porém um tanto quanto confusa para seguir a risca. Não irei, toda vez que entrar numa loja, carregar uma lista gigaante de produtos-que-pode-comprar e produtos-que-não-pode comprar. Por isso, resumi a lista para marcas que conheço e lido, então fica mais fácil comprar com a consciência limpa. A lista que ficou para mim é bem pessoal, já que as marcas com que convivo são diferentes das de outras pessoas. No entanto, resolvi compártilhá-la, caso ajude na organização de quem apoia a causa de ser contra a crueldade animal.

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Abercrombie & Fitch ☑ Acquaflora ☑ Água de Cheiro ☑ Alchemy ☑ Aloe Up ☑ Amazon Premium ☑ Anaconda ☑ Aya ☑ Belofio Cosméticos ☑ Bioderm ☑ Candy Kisses Natural Lip Balm ☑ Conair ☑ Derma-e ☑ Eco Concepts ☑ Farmaervas ☑ Impala ☑ Jequiti ☑ Koloss ☑ L.A. Colors ☑ Mahogany ☑ Natura ☑ Niely ☑ O Boticário ☑ Quem Disse Berenice ☑ Racco ☑ Sans ☑ Speciallita ☑ Vita-a ☑ Vult ☑ Yes Cosmetics ☑ Ypê

 

 

 

 

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Air Wick ☒ Always ☒ Aquafrsesh ☒ Aussie ☒ Avon ☒ Axe ☒ Baind-aid ☒ Bic ☒ Braun ☒ Carefree ☒ Christina Aguilera Perfumes ☒ Clean & Clear ☒ Clinique ☒ Close-up ☒ Comfort ☒ Coppertone ☒ DOLCE & GABBANA ☒ Dove ☒ Garnier ☒ Gilette Co. ☒ Giorgio Armani ☒ Glade ☒ Gucci Fragrances ☒ Hugo Boss ☒ Johnson & Johnson ☒ L’Occitane ☒ L’Oreal ☒ Lacoste Flagrances ☒ Lancôme ☒ Listerine ☒ Maybelline ☒ Michael Kors ☒ Neutrogena ☒ Pampers ☒ Pantene ☒ Revlon ☒ Unilever ☒ Walgreens

 

Gostaria, por meio deste post, dar uma incrementada nessa mensagem. Primeiramente, fui pega de surpresa. Como assim, a Gilette e a Listerine testam seus produtos em animais? E eu comprando deles a vida toda…  Descreverei uma experiência pessoal: Eu, Rabesh, não irei comprar um sequer produto que testa em animais. Não faço isso porque quero mudar o mundo. Isso é consequência. Não irei comprar porque, quando se tem noção de que o produto que se está comprando foi criado a base de tortura animal e se passa o produto no seu rosto sem se sentir mal com isso, é alarmante a necessidade de reavaliar a consciência. Em vez de pensar que o mundo está errado então, como sou só mais um, vou usar mesmo, reflita mais um pouco. Como você vai se sentir sabendo que está contribuindo para isso? Isso, que está no seu rosto, foi a causa de uma tortura. Para mim, isso é devastador. Você se sente bem fazendo isso? Nenhuma culpa? Então, sinceramente, há sim algo de errado com seus valores. Claro que não estou dizendo que você é um monstro ou que está errado, não estou aqui para julgar. Mas pô, pára para pensar! Os animais estão sofrendo para você colocar essa, bem essa, maquiagem em você, sendo que há trocentas outras opções. Se isso não te faz querer mudar, sinto muito, mas há algo de errado. Tenho certeza porque não é normal se sentir indiferente com isso. Por que não é você que está colocando a mão na massa, não está vendo e tal? Eu tô te dando agora uma lista de produtos que agridem os animais. Você tem ciência de que são produtos que provém da tortura. Você vai passar isso na sua cara? Seja um pouco altruísta, um pouquinho. Em termos de animais, sou completamente emocional e sim, já chorei muitas vezes por causa da crueldade que lhe é cometida. Há pessoas que não são como eu nesse aspecto, mas gente, isso não é uma causa de todos? Alguém concorda com o maltrato animal? O vídeo deixa bem claro que é uma crueldade desnecessária. Poderia muito bem fazer uso de imagens apelativas, mas confio a você sua própria consciência. Por favor, né, gente? Olha para o que você contribui. Olha a mensagem que você quer passar. Você já tendo a consciência de que não está maltratando animais por uma simples vaidade, porra, já te deixa bem mais leve. Sua vida é sua mensagem ao mundo. Tenha certeza de que é inspiradora

Falar sobre isso me emociona e muito.

 

rabesh assinatura

 

 

O Bom e o Ruim

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Acredito que todos na vida já se depararam com o dilema da intenção pessoal. Quem quero ser? Alguém que ajuda a todos de todas as formas possíveis, sacrificando-me pelo bem de algo maior que eu mesmo? Ou alguém que vive para si, desconsiderando qualquer rastro de vida a meu redor, e literalmente me importando apenas comigo mesmo? Ou devo então ser um indivíduo extremamente neutro, focando em mim, mas tentando não prejudicar o que ou quem me cerca? Seja qual das três opções você escolheu, com certeza as consequências de tal escolha já o atingiu.

 

O bom
Uma pessoa boa é, em minha opinião, quem é principalmente gentil consigo mesma. Tal ato possibilita a sede de aprender e compreender a importância do conhecimento. Possibilita também, ou senão portanto, a realização de boas ações. Boas ações são caracterizadas pelo benefício mútuo; de quem a faz e de quem a recebe. No momento em que a pessoa que promove a ação sacrifica-se tanto a ponto de sentir-se mal com o ato, a ação já não é mais boa. A partir do momento em que alguém sofre pelo bem de outro alguém, este está se colocando em posição de inferioridade em relação ao outro. É por isso que o conhecimento é importante, porque através dele sabe-se que todos estão no mesmo nível de importância, ou seja, que ninguém é melhor que ninguém. Assim, pessoas com tal consciência são capazes de sentirem-se bem ao ajudar o outro. Não digo, com isso, que alguém que abre mão de muito para os outros tem a falta desta consciência. Muito pelo contrário: alguém que, por exemplo, abre mão de dinheiro sem muitas dificuldades para doá-lo para pessoas que possam o considera mais importante, atingiram um nível de sabedoria notável e uma liberdade de bens materiais quase que invejável. É tudo relativo. Logo, concluo que o nível de gentileza de cada um consigo mesmo, é equivalente ao nível de gentileza para com o mundo.

 

O ruim
Ser bom ou ruim é sim uma escolha, mas também é natural. É natural de qualquer ser humano ter intenções egoístas, como também ter intenções altruístas. Ambos os pólos são muito importantes para a construção de um ser. Eles são importantes igualmente. A única diferença é a intenção. Queremos, obviamente, uma sociedade próspera, portanto valorizamos as intenções prósperas.
O problema aparece no momento em que a liberdade de escolha é repreendida. Alguém com ações maléficas leva bronca dos pais quando criança, castigo quando adolescente e prisão quando adulto. Na sociedade atual, uma pessoa ruim não é livre. Tal realidade pode causar o culto ao mal para a demonstração de rebeldia. É como uma forma de cultivar o errado, já que o querem extinguir por meio da repressão, mesmo ele sendo importante.
A intenção de interromper pessoas más é legítima, já que a partir do momento em que uma pessoa com intenções ruins prejudica qualquer outro, esse outro perde sua liberdade. Porém, observemos mais de perto: reprimir é causar mais motivo para a discórdia e rebeldia ainda. Odiar quem odeia é contribuir para seu ódio. O mal causa o mal e o bem causa o bem. Logo, se há uma pessoa com intenções negativas, isso é, com toda a certeza, originado de um outro tipo de mal. Pessoas malvadas são nada mais nada menos que um sinal de que há algo muito errado causando suas ações. A parte triste é que ao invés de fazermos nossa parte como ajudantes, e nos colocarmos no lugar dos reprimidos, os largamos incompreendidos. Acontece que nos esquecemos que presos, pedófilos, assassinos, psicopatas e presidiários são pessoas sujeitas à mesma realidade que a nossa. Sujeitos a receber o bem e fazer o bem, como nós. A diferença entre uma pessoa com más intenções predominantes e uma pessoa com boas intenções predominantes é o retorno. Quem faz o bem, recebe aprovação. Quem faz o mal, recebe negação.

 

Tanta gente passando fome…

Apenas para não deixar nenhum rastro de dúvida para com minha opinião, gostaria de deixar claro que não é minha intenção julgar ninguém. Meu único objetivo é mostrar um outro ponto de vista, para que a reflexão de todos se enriqueça. Fique a vontade para discordar.

Image“Dizer que alguém não pode estar triste, porque outra pessoa pode ter problemas piores, é o mesmo que dizer que alguém não pode estar feliz, porque alguém pode ter motivos melhores”.

De fato, se podes diminuir a dor de alguém demonstrando dores maiores, pode-se inibir sua felicidade. Que espécie de conforto mais falsa.

Ter gente em situação pior que você nunca foi e nunca poderá ser considerado um conforto. Parece-me um tanto quanto sádico sentir-se melhor com a desgraça alheia. É como se gabar. De forma alguma, ter alguém numa situação pior que a tua, diminui o grau ou a importância do teu problema. Problemas são problemas mesmo que existam maiores. Se apoiar em qualquer coisa para desviar-te de resolver o que quer que você esteja passando, é acomodar-se em meio ao caos, e nesse específico caso, é acomodar-se nas costas do sofrimento de muita gente. Afinal, quem é que decide qual problema é importante e qual não é? Passar fome é o único problema que merece atenção? E término de namoro? E morte de alguém querido? E sentimento de exclusão? E qualquer outra coisa, mesmo que mínima, que possa causar sofrimento num ser humano? Esses problemas não são importantes o suficiente para dar-lhes certa atenção?

Além do mais, metade de pessoas que se apoiam no sofrimento alheio, só lembram-se deles quando podem se beneficiar com os mesmos. Ninguém move um dedo para ajudar o pessoal que passa fome, não. Olhando de longe, parece que querem que sofrimento maior que o deles continue existindo, para que possam apoiar-se neles. Lamentável. Se acreditas que crianças que passam fome são as dignas de queixarem-se, ajude-as, pelo amor de deus. Aliás, como é que pessoas que realmente passam necessidade, então, seriam confortadas? Não seriam? E se elas mesmas fossem mais felizes que muita gente sem-nenhum-problema-grande-o-suficiente por aí?

Por favor, não sinta-se culpado por estar triste, mesmo com as crianças-que-passam-fome existindo. Conforte-se com as coisas boas que tens na vida, e não com as ruins de outras pessoas. Conforte-se da forma mais concreta possível. Aja.

Uma nova chance..

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Um dia desses parei para pensar que não preciso fazer x ou y para ter o que eu quero. Percebi que preciso prestar mais atenção ao meu redor e que todos os meus projetos para alcançar a felicidade não precisam incluir planos complexos, não agora.

Acabei reparando que posso encontrar a felicidade onde eu quiser, posso arranjar tempo para tudo que me der vontade. Acho que a questão agora é procurar ocupar meu tempo em coisas novas, fazer cursos, buscar algo novo, ou algo que me proporcione bem estar e aprendizado. Ok, talvez eu esteja pedindo demais, mas o que custa tentar mudar?

Tudo é questão de ponto de vista, o que é felicidade para um pode não ser para outro. O mais importante é encontrar a tão sonhada felicidade, é o que todos querem, o que todos tentam atingir. Percebo que várias pessoas não tem essa felicidade e acabam vivendo frustradas. Tenho certeza que eu não quero isso para a minha vida.

Então se você, assim como eu, está em busca da sua felicidade sugiro que vá atras de algo novo, pessoas novas, ocupe seu tempo livre, não te prometo que irá dar certo, mas se você não tentar nunca irá saber. E na minha opinião, a vida fica mais divertida quando arriscamos.

Hoje acordei “de bem com a vida”, não coloquei roupa preta e sim colorida, não escutei música triste e sim animada, preferi acordar sem expressão do que já emburrada. Resolvi dar uma nova chance para a vida.