Poliamor é o amor em sua forma mais livre ❥

poliamor-relaciones-poligamia

Poliamor é uma espécie de relação amorosa, em que os participantes são livres para se relacionar com quantos outros quiser. O termo “poliamor” difere-se da promiscuidade porque, em vez de os adeptos a esse estilo de vida procurarem obssessivamente por novos parceiros, eles apenas vivem normalmente com o fato de serem livres e ao mesmo tempo compromissados em mente. O termo difere-se de muitos outros termos não monogâmicos porque além de aceitar a afetividade a mais de uma pessoa, não trata-se apenas de casais se relacionando-se sexualmente com outras pessoas, mas também amando-as ou o que resolverem fazer. O poliamor é baseado na honestidade, estando todos os seus envolvidos cientes da liberdade de seus parceiros. É fato evidente, para os praticantes, que as pessoas tem sentimentos diversos pelas pessoas que rodeiam, o que não necessariamente afeta o que sentem pelas suas relações anteriores.

Poliamor está diretamente ligado a poligamia? Não necessariamente. A poligamia consite em um homem casado com duas mulheres, ou uma mulher casada com dois homens. Esse é o padrão imutável da poligamia. Pessoas adeptas ao poliamor então, podem sim ser poliogâmicos, mas não necessariamente. A poligamia também é ligada a religiosidade, por isso é legalizada no Islam e proibida no Brasil. Isso torna mais difícil a ligação entre poliamor e poligamia.

As críticas a respeito do poliamor são tanto as tradicionais – religião, ofensa à composição tradicional da família etc – quanto às “exclusivas” ao poliamor:
“Mas e o ciúmes?”
“Isso aí é um monte de gente controladora se aproveitando da insegurança dos outros!”
“Quanta sem-vergonhisse.”

Será mesmo? A respeito das classificadas críticas tradicionais, não argumentarei contra porque estamos carecas de saber que a composição da família tradicional e a religião podem ser questionadas e em muitos casos invalidadas, como no caso da homossexualidade. Porém, será mesmo que o poliamor é baseado na manipulação dos envolvidos? Nunca temos como saber disso, então não devemos julgar. Cada um sabe do seu caso de poliamor. Não cabe a nós opinarmos com menos conhecimento a respeito da história deles. No entanto, acho perfeitamente possível a pureza permanecer em casos de relacionamento como esse. Veja só, ele preza a liberdade, o acordo, a honestidade, transparência. Se todos os envolvidos estão confortáveis com isso, então por quê não? Além disso, não deixo de pensar que esse estilo de vida é ótimo porque ele absorve todas as partes boas de se relacionar. A liberdade de se sentir atraído por outro sem se culpar, mas também o amor carinho de um namoro. Há casais que conseguem manter um relacionamento assim, e há casais que não. Isso é muito natural. É claro que, como esse assunto só está tomando lugar na mídia agora, ainda há de ter muita polêmica negativa em cima disso.

“Mas e o ciúmes”? Há casos de praticantes que expõe que sentem ciúmes sim, mas mesmo assim vêem mais vantagem em seguir o poliamor. Cabe a cada casal decidir qual o melhor estilo de vida. Além disso, há meios de driblar o cíumes em casos como estes, por exemplo:
“Os ciúmes fazem parte de uma ideia romantizada de amor. Mas podem também fazer parte de nós e das pessoas que amamos. É possível amar sem ciúme. Mas para isso é necessário perceber qual é a sua causa.
A origem dos ciúmes varia de pessoa para pessoa, e em cada relação. Não há receitas mágicas.
Mas a experiência diz-nos que:
– Permitir que mais pessoas nos amem reforça a nossa auto-estima.
– Uma relação pode ser uma escolha diária, consciente e informada. Não o único recurso. Se as pessoas que amamos tiverem a liberdade de amar outras, ganha-se a autoconfiança e a segurança de saber que continuarão a estar connosco porque nos amam, e não porque nada mais lhes resta. Por outro lado, se um dia nos deixarem, será simplesmente porque já não nos amam, e não porque tiveram de optar.
– Uma parte substancial do medo da perda é efetivamente o medo do desconhecido. Se as pessoas que amamos não esconderem que amam outras, sabemos que não estamos a ser enganados.
– Se as pessoas que amamos estiverem em estado de enamoramento por outras e partilharem connosco a alegria desse estado, sentimo-nos especiais. Podemos ser únicos sem sermos os únicos.
É possível amar mais do que uma pessoa ao mesmo tempo. Muitas relações começam sem que as anteriores acabem. E nessa fase de transição, não se amam duas pessoas ao mesmo tempo? Porquê escolher? Se as pessoas envolvidas se amam, qual é a razão objetiva para terminar uma relação?”.
– poliamor.pt

Além dos muitos casos de relacionamentos que fogem do convencional por conta da liberdade maior, há um que recebe atenção pessoal. É o caso do programa de tv “4 esposas, um marido”, do Discovery Home & Health. É a história fascinante Kody, um homem que tem três esposas, três filhos e uma namorada, com quem pretende se casar também. A família mantêm-se forte, apesar dos julgamentos, incertezas e desafios econômicos.

O poliamor tem até um documentário exclusivo só para ele, lotado de casos e depoimentos fascinantes! É o “Poliamor” (Brasil, 2010), de José Agripino:

Fontes: poliamor.pt
www.significados.com.br
www.religiaodedeus.net
youtube.com/zeagripino
catracalivre.com.br
discoverybrasil.uol.com.br

rabesh assinatura

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s